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Problemas uterinos e ISTs favorecem o parto prematuro

Postado em 14/Dez/2021

Todo bebê que nasce até a 37ª semana de gestação é considerado prematuro. No Brasil, a média de prematuridade chega a 11,1%, conforme dados do Ministério da Saúde.


Mas é possível prevenir ou evitar um parto prematuro? O ginecologista e obstetra, Dr. Carlos Lisboa explica que sim. “Mas esses cuidados podem e devem começar antes mesmo da gestação, quando a mulher ou o casal tomam a decisão de ter um filho”, enfatiza, acrescentando que, além de doenças pré-existentes, como Diabetes, Hipertensão e problemas ligados à Tireoide, algumas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e outros problemas ginecológicos, de fácil tratamento, são causas que levam à prematuridade. 

Pré-natal


É importante o acompanhamento médico, logo no início da gravidez. No pré-natal podemos identificar problemas que podem levar ao parto prematuro. O Ministério da Saúde prevê a realização de, no mínimo, seis consultas durante a gestação. Mas o ideal é um acompanhamento mensal. “Quando os bebes nascem antes do tempo, o cérebro e pulmões ainda estão em fase de maturação, além de terem a imunidade baixa, o que torna o recém-nascido mais vulnerável”, esclarece o especialista.


Algumas doenças uterinas, como miomas, malformação uterina, colo do útero curto, insuficiência do colo do útero, podem provocar o parto prematuro. Durante o pré-natal, obstetra, mediante   exames específicos, vai diagnosticar o problema e decidir pela melhor conduta ou tratamento.

Infecções Sexualmente Transmissíveis


Antes ou até durante a gravidez, podem surgir Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), que também podem levar ao parto prematuro, além de outras complicações, como aborto, baixo peso ao nascer e atraso no desenvolvimento.


Na ocorrência de sinais e sintomas indicativos de IST, como feridas na região genital, corrimento e coceira, a gestante deve procurar o ginecologista para o tratamento adequado. “Alguns exemplos de ISTs que oferecem riscos à gestação e ao parto são: Sífilis, Aids, Gonorreia, Clamídia, Herpes, Cancro mole, Donovanose, entre outras”, elenca o médico.

Outras situações de risco


Algumas situações podem aumentar a predisposição das mulheres ao parto prematuro. Uma delas é a ocorrência de prematuridade anterior, que aumenta em até três vezes os riscos de ocorrer novamente.  


Infecção urinária, assim como outras infecções vaginais, se não forem tratadas adequadamente, podem representar risco à gestação e ao parto. 


Mulheres que decidem engravidar já com idade acima dos 35 anos, e vivem situações de estresse no dia-a-dia, correm maior risco de entrar em trabalho de parto prematuramente ou de o bebê nascer com baixo peso. Adolescentes também fazem parte do grupo de risco.

Movimento Saúde 

Assessoria AMU

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