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Cardiopatas têm prioridade para tomar a vacina Pneumocócica 13-valente

Postado em 17/fev/2021

O Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, está disponibilizando, temporariamente, até julho de 2021 a vacina Pneumocócica Conjugada 13-valente para pacientes com doenças cardiovasculares e outros grupos prioritários: imunodeprimidos, com asplenia anatômica e funcional; portadores de implante coclear; pacientes com doenças pulmonares que ainda não tenham recebido uma vacina pneumocócica anteriormente.

 

O objetivo é otimizar o uso das doses disponíveis desse imunizante. Em ofício liberado pelo Ministério da Saúde no último dia 26 de janeiro, a coordenação geral do PNI informa que tal medida se deve ao fato de haver em estoque 731 mil doses da vacina com vencimento em fevereiro de 2022, sendo, portanto, necessário otimizar o uso das doses disponíveis que estão nos Centros de Referência a Imunobiológicos Especiais (CRIEs).

 

O documento propõe o seguinte esquema:

 

1) Pacientes que nunca receberam vacina pneumocócica: recomenda-se o uso inicial da vacina conjugada pneumocócica 13-valente; após oito semanas, aplicar a vacina pneumocócica polissacarídeca 23;

 

2) Pacientes que já receberam vacina pneumocócica 23 anteriormente: deve-se aguardar um intervalo de 12 meses para então receber a vacina conjugada pneumocócica 13-valente.

 

Pacientes que já foram imunizados em algum momento com uma vacina pneumocócica conjugada não terão direito a receber uma dose da pneumo 13.

 

É válido ressaltar que a vacina pneumo13 não protege contra pneumonia causada por coronavírus, sendo indicada contra doenças pneumocócicas, prevenindo infecções causadas pela bactéria Streptococcos pneumoniae, responsável por doenças graves como pneumonia, meningite, bacteremia/septicemia e otite média aguda.

 

“A vacina Pneumocócica Conjugada 13-valente pode ser administrada em crianças a partir dos 2 anos de idade e adultos, sendo indicada para pacientes com condições específicas, como infecção pelo HIV, doença pulmonar ou cardiovascular crônica grave, insuficiência renal crônica, síndrome nefrótica, diabetes mellitus insulinodependente, cirrose hepática e pacientes com imunodeficiências, entre outros. A vacina deve ser indicada por um médico e o paciente deve procurar um CRIE para ser vacinado”, ressalta o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Marcelo Queiroga.

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