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Dia nacional de combate ao câncer de mama

Postado em 29/Abr/2011

Dia nacional de combate ao câncer de mama
Ser mulher e envelhecer todos os dias. Esses são os dois principais fatores de risco para o câncer de mama, de acordo com os mastologistas . “O câncer de mama não escolhe raça, não escolhe crença, pode acontecer com qualquer mulher”. É por isso que a doutora recomenda que toda mulher acima dos 40 anos de idade realize a mamografia uma vez por ano. “Com a mamografia, é possível identificar tumores numa fase em que conseguimos altíssimas taxas de cura”. Entretanto, se por um lado as chances de cura para um câncer de mama detectado precocemente são muito altas, por outro, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30% das mulheres entre 50 e 69 anos (a faixa etária mais vulnerável) nunca realizou a mamografia, o principal exame capaz de detectar o tumor em estágio inicial. Para completar o quadro, o número de casos não só de câncer de mama, mas de câncer de uma forma geral, está aumentando no país, segundo indicam os dados do Ministério da Saúde. “As populações estão envelhecendo e conforme vamos envelhecendo, nossas células também envelhecem e o risco de elas sofrerem alguma mutação é maior”, explica a doutora. Daí a importância de as pessoas se conscientizarem que para viver mais com qualidade é preciso adotar hábitos saudáveis que possam diminuir ao máximo a chance de câncer aparecer. Nesse sentido coloquemos nossos hábitos em uma balança. “Se alguns hábitos e características pesam contra, você tem que tentar equilibrar sua balança de alguma forma com hábitos positivos”, diz ela. E para começar equilibrar sua balança a primeira coisa que toda mulher deve fazer é conhecer seus fatores de risco. Os principais fatores de risco para o câncer de mama. Leia com cuidado, veja em quantos você se encaixa e relate para seu médico. Principais fatores de risco para o câncer de mama 1) Ser Mulher: vale mencionar que existe câncer de mama em homens, embora seja raro. 2) Idade avançada: a cada década aumenta o risco de câncer. Casos são extremamente raros antes dos 30, raros antes dos 40 anos de idade e mais comuns entre 60 e 79 anos. 3) Predisposição genética hereditária: determinadas alterações genéticas que passam de mãe ou pai para filha podem predispor ao câncer. Nem toda paciente com esta herança desenvolve o câncer. Estes casos representam menos de 10% de todos os casos de câncer de mama. 4) História familiar: mesmo que não exista uma predisposição genética conhecida, o câncer é mais frequente em mulheres que tiveram parentes, mulheres ou homens- com câncer na familia, especialmente se em idade jovem. 5) Menarca precoce e menopausa tardia: quanto mais cedo ocorre a primeira menstruação e/ou quanto mais tarde ocorre a menopausa, maior o risco de câncer. Este fator implica em risco muito menor que aqueles listados acima. 6) Não ter tido gravidez completa e/ou não ter amamentado: na mesma linha que o ítem acima, o ambiente hormonal da gravidez e da amamentação ajudam a proteger a mulher do câncer, embora de forma muito modesta. Isto de maneira nenhuma quer dizer que não possa ocorrer câncer durante a gravidez. 7) Radioterapia prévia no tórax: isto ocorre em mulheres que tiveram algum outro tipo de câncer – geralmente um linfoma- para o qual precisaram receber radioterapia no tórax. Esta radioterapia pode afetar as mamas e aumentar o risco de um futuro câncer de mama. 8) Mamas mais densas: este fator é de menor importância como predispositor ao câncer, comparado com os outros acima, mas também está associado a uma maior dificuldade de diagnóstico com a mamografia. 9) Obesidade: cada vez há mais dados na literatura que sugerem um maior risco de câncer na população de mulheres com obesidade na pós-menopausa. Hoje a recomendação é manter um peso equilibrado e de acordo com sua altura. 10) Sedentarismo: este fator está associado à obesidade, aumentando o risco de câncer de maneira modesta. Devemos lembrar que o exercício físico requer disciplina e regularidade. 11) Consumo de bebida alcoólica: quantidades acima de limites pequenos de bebidas alcoólicas aumentam o risco do câncer de mama, entre outros. 12) Uso de reposição hormonal: comum até algumas décadas atrás para mulheres na pós-menopausa, hoje se sabe que a reposição hormonal está associada a um aumento do risco de câncer de mama. Outros fatores de risco importantes: tabagismo, nenhuma gravidez ou gravidez depois dos 35 anos de idade.

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